Base Nacional Comum Curricular – BNCC: levantamento de publicações (2014-2017)

Os pesquisadores Isabelli Cristine Soek e Jefferson Mainardes da Universidade Estadual de Ponta Grossa, do Paraná, fizeram um quadro com o levantamento das publicações sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) entre os anos de 2014 a 2017.

Clique aqui para acessar o levantamento.

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O ensino do ensino de filosofia

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Foto do físico Robert Oppenheimer por Philippe Halsman, 1958.

Na imagem de 1958, feita pelo fotógrafo Philippe Halsman, o físico Robert Oppenheimer encontra-se suspenso. Vemos o cientista, eternamente preso neste  instante atemporal, flutuando entre o chão e o teto, entre o possível e o impossível.

Para muitos de nós o hábito irá impedir a imaginação de projetar o físico vencendo a gravidade e alcançando o teto: porque vemos cotidianamente objetos serem “derrotados” pela lei da natureza torna-se impossível imaginar o contrário. Mas outros irão permitir-se, deixando a mente desafiar o hábito, criando assim o inusitado (senão utópico) cenário onde o físico ultrapassa as barreiras do natural e do possível.

Sonhar ser professor no Brasil, ainda mais nos dias de hoje, é como estar preso na cena de Halsman – somos seres presos em uma realidade que, talvez por teimosia, continuamos a desafiar. Continuar lendo

Técnicas de estudo e leitura de textos

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EnterFoto de Hiroko Masuike, registros centenários do tribunal testamentário de Nova York, The New York Times, jan, 2017 a caption

A despeito da abordagem que alguém trabalhe o ensino de filosofia, a leitura de textos é fundamental. Contudo, nem sempre sabemos como explicar o modo como um estudante precisa lidar com textos. Como parte do meu trabalho docente gastei algum tempo nisso e selecionei dois materiais simples e diretos. Penso que eles são importantes para que os estudantes da licenciatura em filosofia tenham material para instruírem seus estudantes quando esse tempo chegar. E a colega Andrea de Silveira resumiu eles, a fim de facilitar o acesso. Continuar lendo

Uma oficina de filosofia para crianças

tabaAo longo do ano de 2010 eu estive envolvido com oficinas de filosofia para o Ensino Fundamental. Naquele período, o fato de eu não ter recebido uma formação específica para trabalhar com crianças entre 10 e 13 anos pesou bastante. A minha estratégia para minimizar essas dificuldades foi através dos livros do Matthew Lipman, especialmente do Pimpa. Atualmente, no Rio Grande do Sul, a Universidade Federal de Pelotas está buscando remediar tal lacuna na formação de licenciados: eles recentemente lançaram um curso de especialização em ensino de filosofia. Continuar lendo

Os dez mandamentos de Bertrand Russell

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The New York Times, 1985, demonstração para libertar prisioneiros políticos porto-riquenhos

Em uma postagem do Facebook o economista Thomas Conti (o qual agradecemos pelo material) publicou uma tradução dos dez mandamentos, de acordo com o filósofo britânico Bertrand Russell. Retirados do texto “A melhor resposta ao fanatismo: liberalismo”, publicado no New York Times em 1951. Destaque para a ideia de liberalismo do autor, assim resumida: deve-se questionar tudo, se o questionamento estiver embasado em bons argumentos. Assim, fica clara a diferença entre o liberalismo do autor e daquele defendido e praticado pelos que se dizem “liberais” hoje no Brasil.

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Estudos de Gênero na sala de aula

valente_escola_sem_machismoEm tempos de Escola sem Partido e do Estatuto da Família, e de uma reação cada vez mais articulada contra a criação de espaços de discussão a respeito de diversidade e igualdade nas escolas brasileiras, a ONU Mulheres lançou, no início de 2017, o projeto “O Valente não é Violento“,  com o objetivo de “estimular a mudança de atitudes e comportamentos dos homens, enfatizando a responsabilidade que devem assumir na eliminação da violência contra as mulheres e meninas”. Parte integral dessa iniciativa é o estímulo e o incentivo à discussão de questões relativas à violência e diversidade de gênero e étnica-racial no espaço escolar. Continuar lendo

Falácias, vieses e preconceitos

 

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Guerrilla Girls, Manhattan, 1985. Fonte: New York Times.

O que falácias, vieses e preconceitos tem em comum? Ou, o que maus argumentos que parecem bons; processos cognitivos que favorecem as preferências pessoais ao invés de fatos; e, atos de discriminação contra pessoas por conta de uma característica social, tem em comum? Além do fato de todos envolverem alguma falha cognitiva, nesse post vamos explorar a relação entre epistemologia, psicologia e ética dessas falhas. Continuar lendo