Os dez mandamentos de Bertrand Russell

protests

The New York Times, 1985, demonstração para libertar prisioneiros políticos porto-riquenhos

Em uma postagem do Facebook o economista Thomas Conti (o qual agradecemos pelo material) publicou uma tradução dos dez mandamentos, de acordo com o filósofo britânico Bertrand Russell. Retirados do texto “A melhor resposta ao fanatismo: liberalismo”, publicado no New York Times em 1951. Destaque para a ideia de liberalismo do autor, assim resumida: deve-se questionar tudo, se o questionamento estiver embasado em bons argumentos. Assim, fica clara a diferença entre o liberalismo do autor e daquele defendido e praticado pelos que se dizem “liberais” hoje no Brasil.

Continuar lendo

Anúncios

Estudos de Gênero na sala de aula

valente_escola_sem_machismoEm tempos de Escola sem Partido e do Estatuto da Família, e de uma reação cada vez mais articulada contra a criação de espaços de discussão a respeito de diversidade e igualdade nas escolas brasileiras, a ONU Mulheres lançou, no início de 2017, o projeto “O Valente não é Violento“,  com o objetivo de “estimular a mudança de atitudes e comportamentos dos homens, enfatizando a responsabilidade que devem assumir na eliminação da violência contra as mulheres e meninas”. Parte integral dessa iniciativa é o estímulo e o incentivo à discussão de questões relativas à violência e diversidade de gênero e étnica-racial no espaço escolar. Continuar lendo

Falácias, vieses e preconceitos

 

1mxc1v-936gifhnllqrfeja

Guerrilla Girls, Manhattan, 1985. Fonte: New York Times.

O que falácias, vieses e preconceitos tem em comum? Ou, o que maus argumentos que parecem bons; processos cognitivos que favorecem as preferências pessoais ao invés de fatos; e, atos de discriminação contra pessoas por conta de uma característica social, tem em comum? Além do fato de todos envolverem alguma falha cognitiva, nesse post vamos explorar a relação entre epistemologia, psicologia e ética dessas falhas. Continuar lendo

Resenha do livro Justiça, de Michael Sandel

sandel

Olá, pessoal!

Andei pensando e minha ideia é periodicamente compartilhar com vocês algumas percepções minhas sobre algum livro cujo conteúdo foi importante para mim na preparação de aulas de filosofia e que acredito que possa beneficiar outros professores, bem como ao público em geral sensível à reflexão filosófica. Aprendo muito comunicando meus acertos e percebo que, muitas vezes, aprendo ainda mais comunicando meus erros. Disso, concluo que dialogar é bom. Nos faz perceber que estamos no caminho certo, dando-nos força para continuar, quando acertamos. E nos fazer mudar a rota, quando somos advertidos de que estamos equivocados; o que é ótimo, pior é permanecer no erro.

Nesse espírito de partilha, vou em frente. Continuar lendo

Publicidade do MEC sobre o “Novo Ensino Médio” vende gato por lebre

Na semana passada, o MEC (Ministério da Educação) começou a veicular uma propaganda na televisão e no rádio baseada numa pesquisa que dizia que 72% dos brasileiros aprovavam a Reforma do Ensino Médio. O comercial, assim como os anteriores, bate na tecla da “liberdade de escolha” e na defesa do “interesse dos jovens”.  Continuar lendo

Materiais sobre Filosofia e seu ensino no Brasil

krasinski1

Krasinski, Interwencja (Intervenção), 1983.

Em tempos de uma reforma do Ensino Médio que coloca em risco a permanência da Filosofia no currículo escolar, separei alguns materiais interessantes e que, quero crer, nos apresentam uma composição do que seja o quadro reflexivo sobre a Filosofia feita no Brasil.

Continuar lendo

“Eles são desinteressados”, mas quem são “Eles”?

298

Spencer Tunick, Big Color 6, 2010.

É muito frequente a atribuição de interesse e desinteresse a turmas, expresso em frases do tipo: “A turma é interessada”. Mas poucas vezes vi uma discussão filosófica da validade de tais atribuições.  Aqui quero trazer uma reflexão sobre frases desse tipo e, (creio que mais importante) mostrar como isso traz consequências para a prática educacional (e, consequentemente, as teorias educacionais). Trata-se de uma abordagem inicial do problema, por isso pretende mais delinear pontos de discussão que elaborar uma solução aos mesmos.

Continuar lendo