Comentários a mesa “Uma defesa da disciplinaridade”

11540871_492133077611442_7986493080318460896_oOcorreu entre os dias 20 a 24 de Julho, na UFRGS, o II Workshop de Filosofia e Ensino, com o tema “epistemologia e currículo”. Fiquei muito feliz em participar das atividades, particularmente da mesa redonda “Uma defesa da disciplinaridade”. Ali tive a oportunidade de ouvir a fala de Marta Vitória de Alencar e alguns breves comentários de Ronai Rocha (breves porque ele retomou e complementou alguns pontos que já havia desenvolvido na sua fala de abertura).

Com base na fala de ambos, construí um texto que elenca alguns pontos das suas falas e apresenta algumas linhas para uma maior investigação sobre o conceito de interdisciplinaridade e o lugar do professor de filosofia da educação básica no meio disso tudo. É um trabalho em desenvolvimento que pretendo retomar nos próximos meses a fim e construir um artigo sobre o tema.

Coloco aqui alguns trechos e o link para o texto:

“Creio que tanto Ronai como Marta são críticos de uma interdisciplinaridade como sendo simplesmente uma atitude de contramovimento ao cientificismo. Isso porque, em primeiro lugar, ambos concordam na necessidade das disciplinas – dada a função que essas desempenham na vida do ser humano. Contudo creio que ambos concordam que uma ideia (mínima) de interdisciplinaridade é necessária, a saber, processos que aumentem a comunicação entre as disciplinas.”

(…)

“…gostaria de apresentar algumas questões que para mim precisariam ser melhor exploradas. A primeira delas diz respeito a uma melhor especificação da filosofia na escola. Se algumas das coisas que disse aqui podem ser consideradas como ponto de partida para a constituição de um grupo de trabalho, creio que precisaremos enfrentar de modo direto e radical a pergunta o que deve ser a filosofia no espaço escolar? Parece haver uma preferência (entre os palestrantes) para um currículo de filosofia voltado para temas e problemas. Mas quais temas? E quais problemas? Penso que começar a assentar isso nos coloca na direção de fornecer algo de positivo para a comunidade de professores de filosofia que estão na educação básica hoje – talvez à deriva, entre demandas de pluri, inter e trans disciplinaridades sem conseguir reconhecer o que há de específico na filosofia.”

O texto pode ser acessado aqui.

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3 ideias sobre “Comentários a mesa “Uma defesa da disciplinaridade”

  1. Pingback: “Eles são desinteressados”, mas quem são “Eles”? | Filosofia e Ensino

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