Os dez mandamentos de Bertrand Russell

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The New York Times, 1985, demonstração para libertar prisioneiros políticos porto-riquenhos

Em uma postagem do Facebook o economista Thomas Conti (o qual agradecemos pelo material) publicou uma tradução dos dez mandamentos, de acordo com o filósofo britânico Bertrand Russell. Retirados do texto “A melhor resposta ao fanatismo: liberalismo”, publicado no New York Times em 1951. Destaque para a ideia de liberalismo do autor, assim resumida: deve-se questionar tudo, se o questionamento estiver embasado em bons argumentos. Assim, fica clara a diferença entre o liberalismo do autor e daquele defendido e praticado pelos que se dizem “liberais” hoje no Brasil.

1. Não sinta certeza absoluta sobre nada.

2. Não pense que vale a pena ir adiante escondendo evidências, pois as evidências certamente virão à tona.

3. Nunca tente desencorajar o pensamento, pois você acabará conseguindo fazer justamente isso.

4. Quando você for contrariado por alguém, mesmo que seja do seu parceiro(a) ou seus filhos, esforce-se para vencer por meio de argumentos e não por autoridade, pois uma vitória dependente da autoridade é irreal e ilusória.

5. Não respeite a autoridade dos outros, pois sempre é possível encontrar autoridades que pensam o contrário.

6. Não use o poder para suprimir as opiniões que você acha perniciosas, pois, se você fizer, as opiniões o suprimirão.

7. Não tenha medo de ser excêntrico em opinião, pois todas as opiniões agora aceitas já foram excêntricas um dia.

8. Encontre mais prazer na dissidência inteligente do que na concordância passiva, pois, se você valoriza a inteligência tanto quanto deveria, o primeiro caso implica uma concordância mais profunda do que o segundo.

9. Seja escrupulosamente verdadeiro, mesmo que a verdade seja inconveniente, pois é ainda mais inconveniente quando você tenta escondê-la.

10. Não sinta inveja da felicidade daqueles que vivem no paraíso dos tolos, pois só um tolo pensaria que isso é felicidade.

 

Referência

Bertrand Russel, New York Times, 1951, “The best answer to fanaticism: Liberalism.” Disponível em inglês na imagem abaixo ou clicando aqui.

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