Arquivo do autor:Leonardo Ruivo

Sobre Leonardo Ruivo

Licenciado em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Mestre e Doutorando em Epistemologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Site pessoal: www.filosofiaeensino.wordpress.com Academia: https://pucrs.academia.edu/leonardoruivo

Os dez mandamentos de Bertrand Russell

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The New York Times, 1985, demonstração para libertar prisioneiros políticos porto-riquenhos

Em uma postagem do Facebook o economista Thomas Conti (o qual agradecemos pelo material) publicou uma tradução dos dez mandamentos, de acordo com o filósofo britânico Bertrand Russell. Retirados do texto “A melhor resposta ao fanatismo: liberalismo”, publicado no New York Times em 1951. Destaque para a ideia de liberalismo do autor, assim resumida: deve-se questionar tudo, se o questionamento estiver embasado em bons argumentos. Assim, fica clara a diferença entre o liberalismo do autor e daquele defendido e praticado pelos que se dizem “liberais” hoje no Brasil.

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Falácias, vieses e preconceitos

 

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Guerrilla Girls, Manhattan, 1985. Fonte: New York Times.

O que falácias, vieses e preconceitos tem em comum? Ou, o que maus argumentos que parecem bons; processos cognitivos que favorecem as preferências pessoais ao invés de fatos; e, atos de discriminação contra pessoas por conta de uma característica social, tem em comum? Além do fato de todos envolverem alguma falha cognitiva, nesse post vamos explorar a relação entre epistemologia, psicologia e ética dessas falhas. Continuar lendo

Materiais sobre Filosofia e seu ensino no Brasil

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Krasinski, Interwencja (Intervenção), 1983.

Em tempos de uma reforma do Ensino Médio que coloca em risco a permanência da Filosofia no currículo escolar, separei alguns materiais interessantes e que, quero crer, nos apresentam uma composição do que seja o quadro reflexivo sobre a Filosofia feita no Brasil.

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“Eles são desinteressados”, mas quem são “Eles”?

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Spencer Tunick, Big Color 6, 2010.

É muito frequente a atribuição de interesse e desinteresse a turmas, expresso em frases do tipo: “A turma é interessada”. Mas poucas vezes vi uma discussão filosófica da validade de tais atribuições.  Aqui quero trazer uma reflexão sobre frases desse tipo e, (creio que mais importante) mostrar como isso traz consequências para a prática educacional (e, consequentemente, as teorias educacionais). Trata-se de uma abordagem inicial do problema, por isso pretende mais delinear pontos de discussão que elaborar uma solução aos mesmos.

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Internet, opinião e política

c53ac91d78c7f428dd4f4fc3339a4413Não é novidade alguma que o Facebook pode ser uma fonte (no mínimo) problemática para a formação de opinião.  Isso já foi tópico de discussão aqui no bloguePor outro lado, é inegável que as redes sociais (e não só o Facebook) são mais e mais utilizadas para tal fim, especialmente em se tratando de opinião política. Se há argumentos práticos para a utilização das redes sociais, me parece bastante importante avaliar o impacto de tais práticas.

(*Imagem: “Gossip” de  Pawel Kuczynski)

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