Arquivo do autor:Leonardo Ruivo

Sobre Leonardo Ruivo

Licenciado em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Mestre e Doutorando em Epistemologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Site pessoal: www.filosofiaeensino.wordpress.com Academia: https://pucrs.academia.edu/leonardoruivo

O ensino do ensino de filosofia

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Foto do físico Robert Oppenheimer por Philippe Halsman, 1958.

Na imagem de 1958, feita pelo fotógrafo Philippe Halsman, o físico Robert Oppenheimer encontra-se suspenso. Vemos o cientista, eternamente preso neste  instante atemporal, flutuando entre o chão e o teto, entre o possível e o impossível.

Para muitos de nós o hábito irá impedir a imaginação de projetar o físico vencendo a gravidade e alcançando o teto: porque vemos cotidianamente objetos serem “derrotados” pela lei da natureza torna-se impossível imaginar o contrário. Mas outros irão permitir-se, deixando a mente desafiar o hábito, criando assim o inusitado (senão utópico) cenário onde o físico ultrapassa as barreiras do natural e do possível.

Sonhar ser professor no Brasil, ainda mais nos dias de hoje, é como estar preso na cena de Halsman – somos seres presos em uma realidade que, talvez por teimosia, continuamos a desafiar. Continuar lendo

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Técnicas de estudo e leitura de textos

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EnterFoto de Hiroko Masuike, registros centenários do tribunal testamentário de Nova York, The New York Times, jan, 2017 a caption

A despeito da abordagem que alguém trabalhe o ensino de filosofia, a leitura de textos é fundamental. Contudo, nem sempre sabemos como explicar o modo como um estudante precisa lidar com textos. Como parte do meu trabalho docente gastei algum tempo nisso e selecionei dois materiais simples e diretos. Penso que eles são importantes para que os estudantes da licenciatura em filosofia tenham material para instruírem seus estudantes quando esse tempo chegar. E a colega Andrea de Silveira resumiu eles, a fim de facilitar o acesso. Continuar lendo

Uma oficina de filosofia para crianças

tabaAo longo do ano de 2010 eu estive envolvido com oficinas de filosofia para o Ensino Fundamental. Naquele período, o fato de eu não ter recebido uma formação específica para trabalhar com crianças entre 10 e 13 anos pesou bastante. A minha estratégia para minimizar essas dificuldades foi através dos livros do Matthew Lipman, especialmente do Pimpa. Atualmente, no Rio Grande do Sul, a Universidade Federal de Pelotas está buscando remediar tal lacuna na formação de licenciados: eles recentemente lançaram um curso de especialização em ensino de filosofia. Continuar lendo

Os dez mandamentos de Bertrand Russell

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The New York Times, 1985, demonstração para libertar prisioneiros políticos porto-riquenhos

Em uma postagem do Facebook o economista Thomas Conti (o qual agradecemos pelo material) publicou uma tradução dos dez mandamentos, de acordo com o filósofo britânico Bertrand Russell. Retirados do texto “A melhor resposta ao fanatismo: liberalismo”, publicado no New York Times em 1951. Destaque para a ideia de liberalismo do autor, assim resumida: deve-se questionar tudo, se o questionamento estiver embasado em bons argumentos. Assim, fica clara a diferença entre o liberalismo do autor e daquele defendido e praticado pelos que se dizem “liberais” hoje no Brasil.

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Falácias, vieses e preconceitos

 

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Guerrilla Girls, Manhattan, 1985. Fonte: New York Times.

O que falácias, vieses e preconceitos tem em comum? Ou, o que maus argumentos que parecem bons; processos cognitivos que favorecem as preferências pessoais ao invés de fatos; e, atos de discriminação contra pessoas por conta de uma característica social, tem em comum? Além do fato de todos envolverem alguma falha cognitiva, nesse post vamos explorar a relação entre epistemologia, psicologia e ética dessas falhas. Continuar lendo

Materiais sobre Filosofia e seu ensino no Brasil

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Krasinski, Interwencja (Intervenção), 1983.

Em tempos de uma reforma do Ensino Médio que coloca em risco a permanência da Filosofia no currículo escolar, separei alguns materiais interessantes e que, quero crer, nos apresentam uma composição do que seja o quadro reflexivo sobre a Filosofia feita no Brasil.

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“Eles são desinteressados”, mas quem são “Eles”?

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Spencer Tunick, Big Color 6, 2010.

É muito frequente a atribuição de interesse e desinteresse a turmas, expresso em frases do tipo: “A turma é interessada”. Mas poucas vezes vi uma discussão filosófica da validade de tais atribuições.  Aqui quero trazer uma reflexão sobre frases desse tipo e, (creio que mais importante) mostrar como isso traz consequências para a prática educacional (e, consequentemente, as teorias educacionais). Trata-se de uma abordagem inicial do problema, por isso pretende mais delinear pontos de discussão que elaborar uma solução aos mesmos.

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