Arquivo do autor:Marcos Goulart

Sobre Marcos Goulart

Doutor em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul na Linha de Pesquisa "Estudos Culturais em Educação. Pertence ao Núcleo de Estudos sobre Currículo, Cultura e Sociedade (NECCSO)". Possui mestrado em Psicologia Social e Licenciatura em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atua como pesquisador em dois projetos de pesquisa vinculados à UFRGS, a saber, "A inclusão escolar e as avaliações em larga escala: efeitos sobre o currículo e o trabalho docente na Educação Básica" e "Educação e Micropolíticas Juvenis", ambos relacionados à educação escolar e à discussão sobre juventude. Os seus temas de pesquisa concentram-se nas temáticas avaliação em larga escala, culturas juvenis, ensino médio e ensino de filosofia.

Base Nacional Comum Curricular – BNCC: levantamento de publicações (2014-2017)

Os pesquisadores Isabelli Cristine Soek e Jefferson Mainardes da Universidade Estadual de Ponta Grossa, do Paraná, fizeram um quadro com o levantamento das publicações sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) entre os anos de 2014 a 2017.

Clique aqui para acessar o levantamento.

Publicidade do MEC sobre o “Novo Ensino Médio” vende gato por lebre

Na semana passada, o MEC (Ministério da Educação) começou a veicular uma propaganda na televisão e no rádio baseada numa pesquisa que dizia que 72% dos brasileiros aprovavam a Reforma do Ensino Médio. O comercial, assim como os anteriores, bate na tecla da “liberdade de escolha” e na defesa do “interesse dos jovens”.  Continuar lendo

Podcast “Filosofia Pop” – Entrevista Ronai Rocha, que fala sobre a Filosofia no Ensino Médio

Ronai Rocha

Ronai Rocha

Murilo Ferraz e Marcos Carvalho Lopes recebem Ronai Rocha, doutor em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e atualmente professor associado do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Santa Maria para falar sobre Filosofia no Ensino Médio.

Ouça o programa no link abaixo:

http://filosofiapop.com.br/?powerpress_embed=1497-podcast&powerpress_player=mediaelement-audio

Filme “Solitário Anônimo” e o direito de morrer

Sinopse do filme: O filme mostra, por um lado, a vontade do Solitário Anônimo de pôr fim à sua própria vida. Ele é um homem estudado, formado em Direito e Filosofia pela Universidade de Brasília, mas decidiu se mudar para uma pequena cidade do interior de Goiás onde não conhecia ninguém. Foi morar longe de seus familiares para não preocupá-los pois queria morrer em paz. Por outro lado, o filme retrata o esforço dos profissionais de saúde em reanimar o Solitário Anônimo que fazia greve de fome há dias. Solitário Anônimo se ressente de que as pessoas acham que têm o direito de se preocupar com os outros, pois não o deixaram morrer. E diz que, se fosse corajoso, ele teria nascido japonês, já que lá é comum se suicidar.

Proposta de Trabalho: Utilizei este filme para discutir o direito de morrer com os alunos (3º ano do Ensino Médio). Antes de exibi-lo, pedi para os alunos se concentrarem nos argumentos possíveis para a defesa e condenação do “direito de morrer” apresentados pelo filme. Pedi, além disso, para os alunos fazerem o esforço para não ver o filme com alguns preconceitos como, por exemplo, tratar o caso do “Solitário Anônimo” como alguém que sofria um mal psíquico. Após a exibição do filme, pedi para cada aluno apresentar os argumentos que eram apresentados no filme e fui sistematizando no quadro. O intuito era pensar na relação do Estado e o Direito sobre a vida dos indivíduos. Pode ser desenvolvido um tribunal no qual uns alunos podem ser acusadores e outros defensores do “Solitário Anônimo”. Enfim, o filme pode ser trabalhado de muitas formas. O certo é que ele instigou muito os meus alunos.

O medo da “Doutrinação Ideológica” ou o alarmismo do neomacartismo tupiniquim

Professora formatando o pensamento dos alunos. Ao procurar o termo “doutrinação ideológica”, nos deparamos com esse tipo de imagem. O que causa certa perplexidade é que elas aparecem em sites que mencionam a ESP e ligados a Igrejas de várias orientações.

Há algum tempo venho pensando sobre o avanço de um movimento que julgo estranho tendo em vista o que reivindica: uma escola imparcial do ponto de vista político. Em linhas gerais, este movimento, a Escola Sem Partido (ESP), tem lutado para que os “abusos da liberdade de ensinar” não redundem numa doutrinação dos alunos por parte dos professores. No entanto, o que pode ficar claro, numa breve análise do site do movimento supracitado, é que há claramente uma visão de ideologia que demoniza uma orientação política, bem como propõe uma releitura jurídica acerca do trabalho docente em sala de aula. O movimento parte de pressupostos políticos e morais, da constatação da existência da doutrinação ideológica nas escolas brasileiras e, por fim, da possibilidade de uma escola complemente neutra no que diz respeito a questões políticas e sociais.

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