Arquivo da tag: Opinião

Falácias, vieses e preconceitos

 

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Guerrilla Girls, Manhattan, 1985. Fonte: New York Times.

O que falácias, vieses e preconceitos tem em comum? Ou, o que maus argumentos que parecem bons; processos cognitivos que favorecem as preferências pessoais ao invés de fatos; e, atos de discriminação contra pessoas por conta de uma característica social, tem em comum? Além do fato de todos envolverem alguma falha cognitiva, nesse post vamos explorar a relação entre epistemologia, psicologia e ética dessas falhas. Continuar lendo

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“Eles são desinteressados”, mas quem são “Eles”?

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Spencer Tunick, Big Color 6, 2010.

É muito frequente a atribuição de interesse e desinteresse a turmas, expresso em frases do tipo: “A turma é interessada”. Mas poucas vezes vi uma discussão filosófica da validade de tais atribuições.  Aqui quero trazer uma reflexão sobre frases desse tipo e, (creio que mais importante) mostrar como isso traz consequências para a prática educacional (e, consequentemente, as teorias educacionais). Trata-se de uma abordagem inicial do problema, por isso pretende mais delinear pontos de discussão que elaborar uma solução aos mesmos.

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O medo da “Doutrinação Ideológica” ou o alarmismo do neomacartismo tupiniquim

Professora formatando o pensamento dos alunos. Ao procurar o termo “doutrinação ideológica”, nos deparamos com esse tipo de imagem. O que causa certa perplexidade é que elas aparecem em sites que mencionam a ESP e ligados a Igrejas de várias orientações.

Há algum tempo venho pensando sobre o avanço de um movimento que julgo estranho tendo em vista o que reivindica: uma escola imparcial do ponto de vista político. Em linhas gerais, este movimento, a Escola Sem Partido (ESP), tem lutado para que os “abusos da liberdade de ensinar” não redundem numa doutrinação dos alunos por parte dos professores. No entanto, o que pode ficar claro, numa breve análise do site do movimento supracitado, é que há claramente uma visão de ideologia que demoniza uma orientação política, bem como propõe uma releitura jurídica acerca do trabalho docente em sala de aula. O movimento parte de pressupostos políticos e morais, da constatação da existência da doutrinação ideológica nas escolas brasileiras e, por fim, da possibilidade de uma escola complemente neutra no que diz respeito a questões políticas e sociais.

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